Problemas com Drogas?

Podemos ajudar, aqui, encontrará
informações sobre Transtorno por uso de substâncias.

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Metodologias de Tratamento

Metodologias
de Tratamento

A seguir estão alguns conceitos básicos e essenciais que ajudarão a decidir qual abordagem ou metodologia usar para quem precisa se tratar do transtorno por uso de substâncias. Os planos de internação e a escolha de um tratamento são muito diferentes.
Eles são muito diferentes quando são usados em conversas de consultório, aconselhamento de pais ou
familiares e até mesmo discussões de casos entre especialistas.
Quando escolhemos uma internação, retiramos a pessoa que está sofrendo com a doença de sua situação de vulnerabilidade e a transferimos para um local que oferece os cuidados básicos necessários para salvar sua vida. Para aliviar os sintomas agudos, prejudiciais e destrutivos causados pelo uso de substâncias psicoativas, a internação pode ter uma duração curta específica; nestes casos, a intervenção pode durar de 15 a 30 dias. Muitos pacientes têm históricos de várias tentativas e internações de curta duração. A internação pode ser uma opção para desintoxicar, limpar o corpo, aliviar os sintomas de abstinência e estabilizar temporariamente o sofrimento e a angústia da pessoa e seus familiares, gerando uma ilusão de melhora de seu quadro clínico. No tratamento deste transtorno, há uma opção de modelo de internação que é oferecido e
implementado em hospitais e clínicas especializadas. Não podemos julgar se a desintoxicação é a escolha
da pessoa que está sendo tratada, pois é assim que começamos o processo de mudança para novos hábitos.
A disponibilidade para mudanças profundas surge de forma pessoal e frequentemente é uma decisão
individual. Isso pode levar dias, meses ou até anos e décadas. Cada pessoa é única, e nenhum caso é igual ao outro. O tratamento de período prolongado melhora a atenção ao transtorno por uso de substância e reduz ou interrompe o uso de substâncias psicoativas. A prevenção de danos melhora a saúde clínica e o funcionamento social dos usuários. Neste modelo, o primeiro passo é liberar o indivíduo de sua desvirtude e dependência de substâncias. Em seguida, começa o processo de escolha de metodologia para abordagem e desenvolvimento de um plano de tratamento individualizado, de acordo com suas
particularidades e diagnósticos. A melhor maneira de avaliar um modelo de tratamento é através do NIDA - National Institute on Drug Abuse - é uma instituição nos Estados Unidos que pesquisa e estuda esta doença e seus efeitos. Ele fornece o famoso "13 Princípios Básicos do NIDA", que foram desenvolvidos após anos de pesquisa e estudo e incluem excelentes diretrizes e critérios muito específicos sobre escolhas e métodos de tratamento para transtornos por uso de substâncias.

OS 13 PRINCÍPIOS DE TRATAMENTO EFICAZ (NIDA)

OS 13 PRINCÍPIOS DE
TRATAMENTO EFICAZ (NIDA)

PRINCÍPIO 1: Nenhum tratamento é efetivo para todos os pacientes.

PRINCÍPIO 1:
Nenhum tratamento é efetivo para todos os pacientes.

Um único tratamento não é apropriado para todos os indivíduos. Combinar locais de tratamento, intervenção e serviços para os problemas e necessidades de cada indivíduo em particular é indispensável para o sucesso final ao retornar para o funcionamento produtivo na família, local de trabalho e sociedade.

PRINCÍPIO 2: O tratamento precisa estar facilmente disponível.

PRINCÍPIO 2:
O tratamento precisa estar facilmente disponível.

O tratamento precisa estar prontamente disponível. Pelo fato de que os indivíduos dependentes em drogas podem estar duvidosos quanto a iniciarem em tratamento, aproveitar as oportunidades quando eles estão prontos é fundamental. Candidatos potenciais podem ser perdidos se o tratamento não estiver imediatamente acessível.

PRINCÍPIO 3: O tratamento deve atender às várias necessidades e não somente ao uso de drogas.

PRINCÍPIO 3:
O tratamento deve atender às várias necessidades e não somente ao uso de drogas.

Um tratamento eficaz é aquele que atende às diversas necessidades dos indivíduos e não apenas ao uso de drogas. Para ser eficaz, um tratamento deve abordar o uso de drogas do indivíduo e quaisquer outros problemas associados: médico, psicológico, social, vocacional e legal.

PRINCÍPIO 4: O tratamento deve ser constantemente avaliado e modificado de acordo com as necessidades do paciente.

PRINCÍPIO 4:
O tratamento deve ser constantemente avaliado e modificado de acordo com as necessidades do paciente.

O tratamento de um indivíduo e o plano de serviços devem ser continuamente avaliados e modificados quando necessário para garantir que o plano atenda às necessidades do paciente. Um paciente pode precisar de combinações variadas de serviços e componentes de tratamento durante o curso da terapia e recuperação. Além de aconselhamento ou psicoterapia, um paciente às vezes pode requerer medicação, outros serviços médicos, terapia familiar, instruções aos pais, reabilitação vocacional, serviços legais e sociais. É fundamental que a abordagem do tratamento seja apropriada à idade, gênero, etnia e cultura do indivíduo.

PRINCÍPIO 5: Permanecer em tratamento por período adequado é fundamental para sua efetividade.

PRINCÍPIO 5:
Permanecer em tratamento por período adequado é fundamental para sua efetividade.

A permanência no tratamento por um período adequado de tempo é essencial para sua eficácia

A duração apropriada para um indivíduo depende de seus problemas e necessidades. Pesquisas indicam que para a maioria dos pacientes o limiar de melhoria significativa é alcançado com no mínimo 6 meses de tratamento. Após alcançar esse limiar um tratamento adicional pode produzir mais progresso rumo à recuperação. Devido ao fato de as pessoas com frequência deixarem o tratamento precocemente os programas devem incluir estratégias para envolver e manter os pacientes.

PRINCÍPIO 6: Aconselhamento e outras técnicas comportamentais são fundamentais para o tratamento..

PRINCÍPIO 6:
Aconselhamento e outras técnicas comportamentais são fundamentais para o tratamento..

Aconselhamento (individual e / ou em grupo) e outras terapias comportamentais são componentes cruciais para um tratamento eficaz.

Em terapia os pacientes mencionam temas como motivação, aquisição de habilidades para resistir ao uso de drogas, substituição de atividades que não impliquem em uso de drogas e melhoria de habilidades para resolver problemas. A terapia comportamental também facilita relações interpessoais e a habilidade do indivíduo para atuar em família e na comunidade.

PRINCÍPIO 7: Medicamentos são importantes, principalmente quando combinados com terapia

PRINCÍPIO 7:
Medicamentos são importantes, principalmente quando combinados com terapia

Medicações são um elemento importante no tratamento de vários pacientes, especialmente quando combinadas com aconselhamento e outras terapias comportamentais. Naltrexona é uma medicação eficaz para alguns pacientes com dependência de álcool. Para pessoas dependentes de nicotina, um produto de substituição da nicotina (tais como adesivos ou gomas) ou uma medicação oral pode ser um componente eficaz no tratamento. Para pacientes com distúrbios mentais, tanto os tratamentos comportamentais quanto os medicamentos podem ser de fundamental importância.

PRINCÍPIO 8: A comorbidade deve ser tratada de forma integral.

PRINCÍPIO 8:
A comorbidade deve ser tratada de forma integral.

Indivíduos com distúrbios mentais que sejam dependentes das drogas devem ser tratados de maneira integrada de ambos os problemas. Pelo fato de distúrbios mentais e de dependência frequentemente ocorrerem no mesmo indivíduo, os pacientes que apresentarem ambas as condições devem ser avaliadas e tratadas pela recorrência de outro tipo de distúrbio.

PRINCÍPIO 9: A desintoxicação é só o começo do tratamento

PRINCÍPIO 9:
A desintoxicação é só o começo do tratamento

Desintoxicação médica é apenas o primeiro estágio do tratamento e por si mesma contribui pouco para mudança a longo prazo de uso de droga. Desintoxicação médica seguramente administra os sintomas físicos agudos de abstinência associada à interrupção de uso de droga. Enquanto a desintoxicação sozinha é raramente suficiente para auxiliar atingir abstinência por longos períodos, para alguns indivíduos é um precursor fortemente indicado em tratamento eficaz das drogas.

PRINCÍPIO 10: O tratamento não necessita ser voluntário para ser efetivo.

PRINCÍPIO 10:
O tratamento não necessita ser voluntário para ser efetivo.

O tratamento não precisa ser voluntário para ser eficaz. Uma forte motivação pode facilitar o processo do tratamento. Sanções ou carinho na família, estabelecimento de emprego ou o sistema criminal de justiça podem aumentar significativamente tanto a entrada no tratamento quanto índices de retenção e o sucesso de intervenções no tratamento de droga. Pode-se inclusive recorrer a internações involuntárias para forçar o paciente a se tratar. Para isso é necessário uma indicação médica precisa.

PRINCÍPIO 11: A possibilidade de uso de drogas deve ser monitorada.

PRINCÍPIO 11:
A possibilidade de uso de drogas deve ser monitorada.

O possível uso de droga durante o tratamento deve ser monitorado continuamente. Recaídas de uso de uso de drogas podem ocorrer durante o tratamento. O objetivo do monitoramento ao uso de álcool e droga de um paciente durante o tratamento, tal como através de exames de urina ou outros, pode ajudar o paciente a resistir ao uso de drogas. Tal monitoramento também pode proporcionar evidência prévia de uso de droga a fim de que o plano de tratamento do indivíduo possa ser ajustado. Feedback a pacientes que apresentarem resultado positivo quanto ao uso de droga é um elemento importante de monitoramento.

PRINCÍPIO 12: Avaliação sobre HIV, hepatites B e C e aconselhamento para evitar esses riscos são recomendados.

PRINCÍPIO 12:
Avaliação sobre HIV, hepatites B e C e aconselhamento para evitar esses riscos são recomendados.

Programas de Tratamento devem proporcionar avaliação para AIDS/ HIV, Hepatite B e C, Tuberculose e outras doenças infecciosas e Aconselhamento para ajudar pacientes a modificarem comportamentos de risco de infecção. Aconselhamento pode ajudar pacientes a evitarem comportamento de risco. Pode também ajudar pessoas que já estejam infectadas a lidarem com sua doença.

PRINCÍPIO 13: A recuperação é um processo longo e muitas vezes envolve vários episódios de tratamento.

PRINCÍPIO 13:
A recuperação é um processo longo e muitas vezes envolve vários episódios de tratamento.

A recuperação da Dependência Química pode ser um processo a longo prazo e frequentemente requer vários episódios de tratamento.

Tal como outras doenças crônicas, recorrências ao uso, de drogas podem acontecer durante ou após episódios de tratamento bem sucedidos. Indivíduos podem requerer tratamento prolongado e vários episódios de tratamento para atingir abstinência a longo prazo e restaurar funcionamento pleno. A participação em programas de apoio, de autoajuda, durante o tratamento é sempre útil na manutenção da abstinência.

OBSERVAÇÕES:

Um especialista em dependência química e comorbidades deve fazer uma avaliação antes de oferecer um tratamento específico para qualquer pessoa. Isso avaliará a gravidade da doença com base nos sintomas. Para escolher a melhor abordagem e método para cada necessidade de tratamento, primeiro verifique a gravidade dos sintomas: moderado, preocupante, intenso, agudo ou crônico.

É necessário reforçar que em determinados casos, a segurança e a preservação da vida da pessoa vêm em primeiro lugar. Assim que as condições forem viáveis, é necessário realizar uma avaliação adequada com base científica da situação e do estágio da doença da pessoa. É verdade que, em alguns casos, seus familiares ou a própria pessoa não têm tempo para consultar e obter uma avaliação e orientação precisas antes de escolher o melhor método. A doença ataca de forma grave, profunda e severa em várias ocasiões e circunstâncias, colocando em risco todos os que sofrem de dependência química e suas comorbidades.

Após a conclusão desta tarefa inicial de avaliação do caso, também conhecida como diagnóstico inicial diante da queixa, e após a indicação e/ou encaminhamento para iniciar um tratamento, seja qual for o tratamento escolhido, em alguns casos, pode ser necessário fazer algumas opções conjuntas de modelos de trabalho para melhorar a qualidade de vida, como atendimento ambulatório especializado, uma desintoxicação curta e rápida promovendo o trabalho ambulatorial, com melhor crítica por parte do paciente, ou até mesmo, uma internação visando o início da abstinência completa e um projeto de tratamento específico. Este tratamento precisa fornecer a pessoa que nele está envolvida, o trabalho técnico-científico sim, mas sempre aliado a conceitos de acolhimento humanizado, em diversos setores e áreas de atuação na vida desta pessoa.

São elas:
suas áreas clínicas biológicas, saúde mental e psíquica, um trabalho de conscientização e despertar espiritual, novas formas de abordagem nos seus relacionamentos familiares e interpessoais, avaliações e projetos de vida em sua área de trabalho, ocupação, setores como qualificação e retomada dos estudos e trabalhos direcionados a reorganizações de suas habilidades sociais de enfrentamento.

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